
A cerca de 450Km de Lisboa e a 75Km de Salamanca, encontra-se a vila de Candelário.
Uma vila fantástica com um aspecto de vila medieval mas cujas construções que lhe dão esse aspecto datam do século XVI sendo que a sua igreja, essa sim, datará do século XII.
É um local admirável por muitos motivos entre os quais a panóplia de actividades que é possível fazer a partir desse mesmo local.
Um dos percursos que me gostava de deter agora é a Garganta do Urso, um percurso de ida-e-volta com cerca de 9km’s com um desnível acumulado de 400m, um percurso acessíve

l ao mais comum dos mortais.
Ao chegarmos a Candelário, a serra de Bejar e Candelario dão-nos a boa sensação de estarmos em pleno ambiente do montanheiro, e com muita razão. No Invernos as vertentes da serra são brancas e o trekking invernal convidativo.
Mas essas rotas já foram amplamente descritas aqui e não me vou demorar a repetir-me.
A Garganta do Urso (Gargante del Oso) é um percurso para ser feito preferencialmente com bom tempo, inclusivamente com calor.

A maioria do percurso é feito sob a sombra de copas altas, à excepção de um troço de cerca de 2 km que são feitos num estradão sem qualquer sombra.
O percurso tem o seu início no Parque Florestal de Monte Mário a que se acede por uma estrada que sai de Bejar e passa pela “Iglesia del Pilar”.
O Parque Florestal de Monte Mário assemelha-se bastante ao Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa, mas substancialmente mais pequeno.

Aí encontramos as indicações deste percurso infelizmente mal marcado.
Se temos a sorte, ou a perspicácia de encontrar o caminho certo, chegaremos a um magnífico conjunto de cascatas que são alimentadas pela abundante água que resulta do degelo das neves da serra. A terra ensopada durante um Inverno inteiro alimenta estas cascatas até aos dias mais quentes de Verão, até que no Outono novas chuv
as vêm repor o caudal entretanto perdido.

Mas todo o percurso vale a pena. Passamos por pontes de madeira e cascatas ruidosas encaixadas entre rocha e raízes de árvores.
A meio do percurso há uma mina de água a que chamam “Fuente de los Pinos”. Aqui a paragem é obrigatória e a água fresca é um “must”.
Vão por mim … vale mesmo a pena.
Divirtam-se,
David Monteiro